quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Estátuas e conjuntos escultórios da cidade - Rotunda dos Colegiais

A Câmara Municipal de Évora instalou em 2005 uma escultura da autoria do mestre António Charrua na Rotunda dos Colegiais, por forma a requalificar aquele espaço que estava coberto por vegetação. A escultura, denomina-se o Diálogo de Ícaro com o Sol e está no centro da fonte ornamental que a delimita.

Esta peça, executada em aço cortene, tem cerca 6,5 m de altura e base quadrangular. A fonte ornamental tem um anel de pulverização implantado a um nível superior (envolvente à base quadrangular) e uma cascata circular, formada por um conjunto de degraus à volta. A água projectada é recuperada por um tanque perímetral, assegurando assim a sua recirculação. A iluminação cénica da fonte e da escultura valorizam o local durante a noite.

António Charrua nasceu em 1925 em Lisboa. Vive desde há muito em Évora, de onde é natural a sua família. Ingressou em Arquitectura, mas desde cedo preferiu as artes plásticas, nomeadamente pintura e escultura. A sua obra é apontada como uma das grandes referências da arte portuguesa da segunda metade do século XX.

Expõe com regularidade em Portugal e no estrangeiro nas mais conceituadas mostras e locais, tendo recebido, entre outras distinções, a Medalha de Mérito Municipal (Classe Ouro) em 2000 por ocasião do Dia da Cidade de Évora, sendo apontado como “exemplo de qualidade e coerência estilística e de dedicação à arte”.

In: www.cm-evora.pt/pt/conteudos/areas+tematicas/Arte+P%C3%BA...

Fonte: https://www.flickr.com/photos/vitor107/6998298181/


Foto: José Botelheiro (Internet)

Estátuas e conjuntos escultórios da cidade – Homenagem aos Bombeiros Voluntários de Évora.

Conjunto escultório de bastante beleza e simbolismo.

Apesar de criticado por alguns, o conjunto escultório da autoria de Alípio Pinto, consegue, quanto a mim, retratar de uma forma bem expressiva e simbólica a luta que caracteriza os “soldados da paz”. A silhueta esbelta e bela, de um capacete, torna-se bem visível em determinados ângulos. A base vermelho, acredito que simboliza, o fogo, a paixão e a cor dos Bombeiros. Os paralelepípedos de granito simbolizam os obstáculos a ultrapassar na actividade dos Bombeiros.

De alguns ângulos a silhueta do capacete parece adquirir no seu topo a forma da Pomba da Paz.

Considero este o mais belo, simbólico e merecido monumento da cidade e gostaria de saber mais sobre o significado de outros elementos que o constituem.

Pena, pois julgo que merecia, para lhe ser atribuído o correcto e adequado valor, que não exista uma placa explicativa do monumento. Faria todo o sentido, que a população de Évora, continuasse a expressar o seu agradecimento pela associação e que promovesse a colocação de uma placa explicativa, que poderia por exemplo, ser colocada no passeio junto à muralha. (Fica a sugestão)

Évora agradecia e a Instituição dos BVE merece.

Localização: Rotunda do Bombeiro Voluntário de Évora


Foto: Internet

Estátuas e conjuntos escultórios da cidade – Homenagem a “Manel da Gaita”

Peça simbólica constituída por três bicicletas estilizadas que simbolizam a paixão de Manuel Francisco (Manel da Gaita) pelo ciclismo.

Manuel Francisco, foi ciclista e treinador de ciclismo do Juventude Sport Clube, foi um dos principais promotores da Volta ao Alentejo em Bicicleta e do Circuito das muralhas da cidade. Foi igualmente um conhecido empresário do ramo das bicicletas na cidade.

Um agradecimento merecido da cidade.

A peça escultória foi concebida por Miguel Araújo e criada por Alberto Silva.

Localização: Rotunda Manuel Francisco – Entrada sul da cidade

Foto: Internet

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Comentários anónimos

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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Será possível??? O ninho de cegonha estava a fazer mal? A História Real



(A História Real)

Foi com agrado que fui recebido pelo responsável pela igreja do Sr. Jesus da Pobreza.

Fiquei a saber o que realmente havia acontecido com o ninho das cegonhas. A saber, parte do mesmo caiu para a rua, podendo vir a colocar que risco quem pelo local circulasse. Perante tal facto foram tomadas as medidas necessárias para manter o local sem perigo.

Neste momento, após solicitação, a entidade responsável pela igreja, tem licença para retirar o ninho ou colocar dispositivo que impeça que as cegonhas lá nidifiquem. Convém notar que, a licença não havia sido requisitada antecipadamente pois a situação não estava prevista.

Sabemos que se estudam medidas que permitam uma solução o mais correta possíveis quer para as cegonhas, quer para o segurança, quer ainda para a conservação do edifício.

Relativamente à, igualmente descrita, queda de um dos minaretes da igreja, tal não corresponde à realidade dos factos, tendo antes o mesmo sido retirado para evitar acidentes.

Tive igualmente, acompanhado pelo responsável pelo monumento, a oportunidade de o visitar, tendo-me sido transmitido, que a mesmo irá brevemente receber alguns obras de conservação e manutenção.

Fiquei contente por saber e observar um conjunto de preocupações para com a conservação da igreja e para com o tentar arranjar a melhor solução para o ninho das cegonhas. Pessoalmente, gostaria que a solução que vier a ser encontrada, se o custo o permitir, seja no sentido da manutenção do ninho que já se tornou uma referência naquele local.

Outro facto, recebido com alegria, pretende-se com a abertura da Igreja às 3ªs e 5ªs feiras para visitas, permitindo um melhor conhecimento do único monumento puramente barroco da cidade.


Satisfeito com o observado e com o que me foi transmitido, relato assim a versão real e final desta crónica. 

(18 de Dezembro de 2014)
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 (Crónica inicial)

Um ninho de bonitas e inofensivas cegonhas estava há muito templo a "adornar" a cúpula da igreja do Igreja do Senhor Jesus da Pobreza

Nos últimos tempos, porque a palavra passa palavra, muitos dos turistas que visitavam a cidade iam visitar a igreja, não para ver o seu interior, nem pela sua beleza, que é vulgar, visto a mesma estar permanentemente fechada apesar de se encontrar dentro do centro histórico, mas para ver e fotografar as cegonhas que tinham na cúpula da igreja o seu lar.

Este fim de semana, por ordem não sei de quem, o ninho foi retirado (nem sei se é legal derrubar ninhos de cegonhas, que há uns anos atrás estavam em perigo de extinção).

Fica a dúvida se foi derrubado ou transferido.

Hoje, durante todo o dia, as duas cegonhas que ai viviam , tristemente e sem compreenderem, digo eu, a situação, rondavam desesperadamente o espaço da ex.casa.

Engraçado notar que quem mandou retirar o ninho não tenha reparado nas ervas que crescem nos telhados da igreja, que em alguns sítios já dava para fazer jardinagem, no musgo e verdete que decora a cúpula, nuns sapatos  que de forma decorativa repousam sobre umas pedras na fachada da igreja, na pintura desgastada, nas pedras a precisarem de uma limpeza e no lixo que se acumula no pátio frontal ao templo, deixado por mão humana.... .... Enfim, isso apenas são pormenores, isso não interessa, as cegonhas é que lá não podiam estar...

A minha indignação.

Nota: A localização do ninho não colocava em risco quem junto à igreja passava, se alguma protecção fosse prevista junto à base do ninho.

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Segundo informação que nos foi enviada o ninho foi retirado pois havia risco de derrocada de um dos pináculos, tendo inclusive ao que parece, caído um "bocado" do ninho e do pináculo para a rua do Chafariz d'el Rei criando risco a quem por lá circula.
Fica a justificação, mas ficam igualmente as dúvidas, se o pináculo caiu de quem seria a culpa? da conservação? das cegonhas?
Ainda recentemente tivemos uma varanda que caiu na cidade, felizmente não estava ninguém na mesma, mas a estar, de quem seria a culpa da pessoa que foi à varanda ou da conservação da mesma?
Uma coisa é certa, o ninho foi retirado, as condições no pináculo mantém-se, não vimos qualquer obra de conservação ou restauro do mesmo e o ninho está novamente a ser feito.
Não seria levantada qualquer "polémica" se o mesmo tivesse sido levantado ou transferido para arranjo ou restauro do pináculo, inclusive com a colocação de uma estrutura onde o ninho pudesse ser colocado.
...
Mas, fica a justificação, que tomamos como correcta e nos fazem aceitar que o ninho tenha sido removido.

Obrigado pelo esclarecimento


(Verdete e musgo não só na cúpula, mas em todo o telhado e pedras da fachada)